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O Gênio Indomável

É difícil entender o que seja a verdadeira Genialidade. Quem sabe esta não esteja no amor?

O Gênio Indomável

Amor Além da Vida

Perder um amor é algo que não se consegue impedir ... Busca-lo além da vida é tudo que se pode fazer ...

Um Amor Além da Vida

Uma Mente Brilhante

Quando a verdadeira vida transpassa a realidade... Talvez seja a hora de repensar os limites da loucura ...

Uma Mente Brilhante

O Túmulo dos Vagalumes

Quando o ódio parece tomar conta do mundo a sua volta ... Pode o coração encontrar os caminhos do amor e da esperança?

Depois do Casamento

Jamais vi uma interpretação tão realista.

Os Sete Samurais / Shichinin no Samurai

Dentro da cultura oriental, os samurais são de certa forma muito parecidos com o heróis do faroeste americano. São seres que viviam em um mundo completamente diferente dos valores que eles pregavam, mas mesmo assim viviam de uma forma exemplar. Lutando para continuar com o que achavam justo e verdadeiro. Para mim, embora menos verdadeiras, as lutas de espada são bem mais glamurosas do que os embates de pistola. Não necessáriamente porque um tipo de luta seja mais honesto ou honrado que o outro, mas porque são embates de armas onde o oponente tem de ver o seu adversário de frente, e não a muitos metros de distância. Isto permite se dar um novo tipo de importancia a este, pois aquele que o faz tem que ser valente o bastante também para lutar contra a impressionante presença do adversário... de perto!

Com o advento das armas de fogo e a contínua aperfeiçoação destas, a figura do antigo guerreiro que tinha que treinar por muitos anos para poder usar suas armas acabara. O clássico arqueiro montado dos hunos e dos mongóis, a alabarda suiça e as katanas dos samurais eram nada mais que um monumento a história. O que um homem com muitos anos de treinamento poderia fazer com elas, qualquer homem com alguns minutos de treino podia fazer melhor com um pistola ou espingarda. E, esse adendo não vale apenas para as armas de perto, e sim também para as de longe também. Ou não foi o arqueiro longo extinto, assim com o besteiro clássico, enterrados juntos em um passado perdido em algum momento do passado medieval ou dentre as brumas de um passado fantástico nas escuras florestas de Sherwood? 

Esse filme é tudo sobre honra, e luta pelos necessitados. É sobre a verdadeira vida dos homens que vivem sob suas armas, e sua contínua necessidade de viver sobre suas espadas. Não há aquela glória ( ai talvez diferente um pouco dos clássicos de faroeste), de se viver pela honra e pelas causas nobres. Nesse tipo de filme, que é Os 7 Samurais, o guerreiro é homem, e vive pelo que um homem precisa: sua comida, lugar para ficar e suas roupas. Não há nada de errado nisso mas, não há nada de muito nobre também.
Mas porque eu disse sobre honra? Logo no início da “crítica”, falei sobre os ideais desses homens que aparecem nesse tipo de filmes. Embora sua verdadeira existência possa ser contestada justamente se observando os outros elementos presentes nestes, como a necessidade de um pagamento e de comida preocupação sempre presente nesses homens. Eles procuram, viver sempre juntando as necessidades básicas com algo que creiam ser importante. Neste caso, que se aborda nesse filme, uma luta desesperada por algo considerado justo mas não tão produtivo como seria por exemplo, uma simples pilhagem. 

É muito interessante o desenrolar da história, então me privarei de dar mais detalhes sobre esta. Apenas mais um fato interessante neste filme de Kurosawa, é que houve uma refilmagem deste, em um estilo de faroeste chamado “7 Homens e um Destino”, filme que me ajudou a estabelecer um paralelo entre os dois tipos de gênero o “faroeste japonês e americano”. Acredito que filmes de outros lugares também compartilhem esses elementos em comum, como do leste europeu, da china etc. Mas ainda não tive a chance de os analisar.
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Os Nove Soldados de Ellörl

Parte extraida do manuscrito de : Os Nove Soldados de Ellörl. 

 (...) Não muita distância estavam de Falonir e ao ver este logo investiram para cima dele. Ao seu lado estava Luten. Ele estava com o ombro esquerdo rasgado, sua pele já não podia ser vista mesmo que sua roupa não mais cobri-se seu ombro esquerdo. Sangue rubro(!) estava onde a pele deveria estar, o braço já não queria responder a vontade do dono, a mão tremia e com muita dificuldade sustentava o peso do escudo. Enquanto isso a outra tentava segurar com precisão a espada, mas o esforço com a mão esquerda lhe fazia titubear e a tremer ela ameaçava começar.
   Luten fitava ao redor e via os inimigos se acercarem de Falonir, mas não podia sequer pensar em ajuda-lo pois ele mesmo enfrentar agora o inimigo deveria. Dois se aproximavam dele . Pela frente e pelo lado, não mais suas mãos deveriam ousar tremer mas mesmo sua força de espírito não parecia transformar isso em algo possível. É ai então que Luten, com a coragem que está investida em seu espírito, toma arriscada decisão, que ao seus olhos era a única maneira de não cair e não atrapalhar seu comandante com mais oponentes. Depois que estes com ele acabassem.
   Sua mão agora treme compulsivamente, e quase nenhum controle dela tem Luten, é a hora que decide arriscar. Soltar o escudo que é a sua defesa e sem auxilio da mão esqeurda que agora vibra livremente, põe toda a sua vontade em sua mão direita e com sua espada finalmente deverá se sintonizar. Apenas dela poderá encontrar meios de sobreviver ao choque! O primeiro oponente já está à menos de um passo de distância e com grande ímpeto levanta o gládio para o atingir. (...)

Primeira escaramuça do Livro.
Por Frederico Renan (Faladh).
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O Justiceiro


Não conheço muito o universo das revistas em quadrinhos. Na verdade, não tive a oportunidade de conhecê-lo quando era mais jovem, e agora fica muito difícil de se interessar. Quando existem tantas outras coisas pra preencher o tempo. E tantas coisas diferentes para ler e pensar. Mas do pouco que eu sei, tenho certeza de que é um universo muito rico, embora excessivamente fantástico, ou talvez, simplificado demais. Porém sempre traz uma gama de elementos para colocar o cérebro para se exercitar. Digo essa introdução, porque essa “crítica” será sempre de alguém que não conhece esse universos de quadrinhos, quase um olhar “de fora”. E, portanto, pelo menos terei a oportunidade de analisar apenas o filme. E não todo os elementos paralelos que estão sendo representados na história.

A dor da perda do que você ama é sempre uma batalha perdida. Por mais que você tente não se envolver com o que te cerca, sempre existem coisas: pessoas, lugares ou elementos em geral; com os quais você se associa, e talvez, até cria esse sentimento inexplicável que algumas pessoas chamam de amor. Quando perdemos essas “coisas”, temos um sentimento que é nomeado diferente em relação ao seu tipo de perda. Se for de alguém ou algum lugar, chamamos de saudade. Se for de alguma coisa chamamos de falta apenas. Se for algo que o tempo se encarregou de afastar de nós, esse sentimento de lembrança, chamamos de nostalgia. Mas todos se relacionam a mesma coisa, e todos nos dão esse sentimento de angústia; mais forte ou mais fraco, que nos tira a nossa razão, e às vezes nos deixa miseráveis.
O Justiceiro se trata basicamente disso, de se perder algo e buscar a sua consolação. Mas, qual seria a consolação para uma perda irreparável?
A resposta é fácil, pelo menos para o Justiceiro... A vingança, a doce e saborosa vingança.
O filme parece exprimir muito sentimento. Suas seqüências parecem transbordar emoção para as telas, e nos levar para dentro do filme muito facilmente. As tomadas bem planejadas possuem um certo tipo de qualidade que só advém destas. Elas sempre te deixam interessado, acho que essa é uma característica das revistas em quadrinho. Que sempre tem que deixar o leitor em um estado de empolgação e tensão. E o fazem utilizando cenas bem trabalhadas e falas de efeito, com certeza terão isso nesse filme.
Além disso, o enredo é sempre empolgante, com uma variada gama de personagens, que sempre fogem do comum. Deixando o filme sempre interessante, embora mergulhando em um universo de clichê e exagero e um pouco de falta de realidade, o que não tira em nada a qualidade da trama.
 Na verdade é o seu melhor ponto, uma realidade com um pouco de fuga desta, o que é um pouco justamente o lugar de um filme. Senão veríamos um documentário ou um tele jornal. A idéia é ter os elementos da realidade, mesclados em um romance. Isso mesclado com armas, carros, beijos e explosões... Exatamente o que este filme que é super-recomendado tem.  
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Meu Nome é Radio

O preconceito. Esse tema tão falado nos ultimos anos, parece que na verdade nunca poderá ser vencido. Até porque, como sempre falo nessas minhas crítica, essa é uma caracterísca natural do ser humano. A diferença, está em o que nós fazemos com ela. Se deixamos-a florecer e a usamos para definir como tratar as outras pessoas ou coisas. Ou pelo contrário, usando a maior diferença do ser humano em relação aos outros seres e animais, o raciocínio, a memória e a cultura passada de pessoa para pessoa para ajudar-nos a definir como reagir diante da primeira imagem que temos desta e assim conseguir tratar dessas pessoas ou objetos mais justamente. É assim que acredito que age um homem, que muda totalmente a vida de outro, olhando por através do preconceito (que certamente ele também tem), e através da desconfiança e sentimento de aversão para conseguir lustrar e demonstrar a verdadeira matéria da qual um homem é feito.
Justiça não é esconder a realidade, não é simplesmente tratar de algo como se não existisse. Mas muito mais que isso, passar por cima desta primeira impressão e conseguir assim, tratar as pessoas assim como elas devam ser tratadas. Com dignidade, respeito e principalmente : da melhor maneira possivel para que se possa demonstrar suas qualidades.

Rádio, é um garoto que passeia por um pequena cidade nos Estados Unidos, com seu carrinho de supermercado velho e um rádio ligado da qual tiraram seu apelido. Ao contrário do que pareça, Rádio não é um mendigo, mas sua deficiência o deixa privado de uma vida normal, então passa ela rodando pelos lugares, seguido de olhares de aversão e desconfiado dos moradores, olhando e observando tudo, sem contudo participar de atividade ativa nenhuma. E é quando ele recupera uma bola que fora jogada fora do campo, em um treino de futebol americano, que sua vida muda para sempre...
Cuba Gooling Jr. mais uma vez, mostra sua capacidade de interpretação. Trazendo esse personagem marcante, que aprendemos a nos afeiçoar. É um dos filmes mais interessantes que eu já vi, e sempre quando posso o revejo.
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O Fantasma da Ópera

As vezes vemos um filme e eles nos transmite sonhos. As vezes vemos um filme e eles parece nos levar como uma música para outros lugares, paisagens. As vezes vemos um filme que nos parece circundar com sua beleza e maestria fazendo-nos parte deste lugar , sendo parte desse espetáculo. Tirando a idéia de que somos meros espectadores e nos fazendo atuantes destes. Com essa maestria o Fantasma da Ópera faz as três coisas e nos carrega para esse mundo de palcos, música e locação que mais parece um castelo do que uma casa de apresentações. Completamente “fechado” o filme parece não deixar margem para que você saia deste mundo, e se por acaso a produção deste houver deixado essas “fugas” ficaram imperceptíveis pois que a musica de Any Loyer Webber nos deixa hipnotizados qual fantasmas inconcientes de estar em um lugar que não o nosso, impossibilitados de ver nada além do que se passa naquela tênua tela. É um filme magnífico, não tem mais muito o que se dizer sobre ele mas, ainda sim, vou tentar... 

Sob um manto místico da atmosfera de algum lugar do século 18 ou 19 temos a figura do teatro, bem no ínicio do filme. Suas roupas, o modo de agir e de demonstrar emoções dos personagens nos carrega quase imediatamente para este lugar, como viajantes que, derrepente acordados de seu cochilo e deparam imediatamente com a paisagem de onde estavam querendo chegar, assim com esses olhares vacilantes de quem ainda está tentando entender aonde está começamos esse filme. Começando também a ficar maravilhados com o espetáculo de qual as cortinas, vagarosamente, começam a nos deixar observar. A musica aos poucos nos envolve e derrepente...! Estamos lá, e ... não conseguimos sair.
O conflito entre a música e vida real é o cerne deste filme, assim como o musical que por anos se passa na Broadway esse conflito entre amor e segurança. Essa eterna disputa entre paixão e conforto, assim como tranquilidade, que todos nós passamos. Em algum momento de nossas vidas, Cristine deve optar por um dois dois ... ou será que em algum lugar ela achará ambos? Ou mesmo, essa escolha será feita por ela... ? É um filme com ritmo de musical, mas melhor que este não possui aquelas “pausas para as músicas” o principal ponto forte deste é justamente ser todo “fluído”, não há pausas, não existe divisões ele é todo contínuo. Impressionante para um filme que possui muitas musicas por ele todo. 

Além do conflito em paixão e segurança, outro tema que é apresentado na tela é sobre a beleza, oque poderiamos chamar de beleza afinal de contas? Como que esse conceito varia pelos homens, o que é bonito numa aldeia no coração da França, certamente não será bonito em uma tribo africana e vice-versa. Mesmo saindo desses extremos, ao obsevar uma fachada de uma prédio ou de uma casa, ou ao contemplar o belo rosto de uma jovem quantas vezes não vemos esses conceitos de beleza variar entre as pessoas?
Mas não é exatamente o conceito de beleza que se percebe como sendo colocado, mas o de loucura, de monstruosidade. É como se um “nosferatu”( este como um simbolo de toda a ausência de beleza) ,  fosse comparado a um galã, quando este tivesse a chance de ter algo que o último não tinha... Como no caso a música... Essa sim, dotada da força para atravessar preconceitos e destruir lugares dos quais já achavamos conscientes, muda-os de certa forma que os deixa irreconheciveis podendo fazer um amar este, quando antes o julgava apenas com abobinação. É sobre o poder da música, em relação ao amor e consequentemente a beleza que se passa o segundo tema principal do filme.
Poderia-se falar muito mais deste, mas fica para uma análize mais aprofundada que esse filme e musical realmente merecem, apenas mais um detalhe a se falar. É que neste filme procurou-se colocar tudo em um foco de beleza, por isso talvez, esses conflitos entre abobinação , horror e majestia ( e por isso mesmo o papel da música, tranformandos e dando poder para uma possível comparação destes). Então vemos esse “fantasma”, talvez não tão grotesco assim, dando um motivo a mais para as mulheres gostarem deste filme.
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Marley e Eu


Adoro crianças, e mais que isso,  na idéia que tenho quando penso neles... E adoro cachorros! Justamente porque eles tiram o corpo pesado, externo, e que vivemos carregando... E se, você os olhar sem preconceitos, percebe que você é, assim como eles mesmos: uma criança!
Caminhando com eles pelos parques, acordando cedo com seus lambidos e (sem querer acordar também) com seus uivos noturnos... Eles te obrigam a viver uma vida mais agitada, o que pode ser um tormento também, por isso, você deve tentar entrar no espírito deles. Uma vida sem tantos planos o tempo todo, pelo menos quando está perto deles.
Uma vez, em algum lugar, vi uma certa “ode” a esses animais. Onde o que se falava era algo como: seja como eles, sempre felizes, sempre alegres, sempre prontos a comer sua comida não importando o que acontecera antes. Choram o dia inteiro pelo dono, e quando ele chega, (embora eu já tenha visto alguns deles fazer isso...), não brigam com ele, mas, se alegram pelo fato de terem a companhia de quem amam, e estarem felizes novamente!

 É claro que isso é apenas uma “ode” à idiotice, e a falta de raciocínio, mas mesmo assim achei válido. Afinal, mesmo com nossos problemas. Porque não podermos esquecer deles. E levarmos a vida um pouco estupidamente de vez em quando.
Marley é um cãozinho deveras endiabrado. Desde o início só o que faz é causar problemas. Mas, mesmo assim, como uma certa humana qualidade de sentimento, acaba sempre cativando. E, pelo amor, acabou conquistando e alterando para sempre a vida dos donos.
É sem dúvida um filme muito bonito. Alegre, engraçado e até certas horas triste. Foi feito para encantar os amantes, ou não, de cachorros.
O desastrado companheiro de quatro patas está a todo o momento junto com os personagens, participando de cada parte de suas vidas. E algumas vezes, até alterando elas! Como filme, tem todas as qualidades de uma despretensiosa comédia romântica, com a interessante introdução do astro principal, sempre bagunçando a vida dos protagonistas humanos. Assim desde que, como crianças, deixem seu coraçãos pela animada narrativa!
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Coração de Cavaleiro


Rock and Roll! Me diga se não é exatamente o que você pensa quando imagina um cenário medieval ? Você vê os camponeses ao som de acordes de guitarras, e os castelos na batida de um bom bumbo duplo. Não? Bem, nem eu! Mas, a mistura até que ficou bem interessante. Coração de Cavaleiro é um filme normal, tem tudo para ser um filme de aventura / ação / romance como já é de praxe. Assim como ser ambientado em uma época que nossos sonhos volta e meia procuram vagar... 

Mas porque o Rock and Roll ? Essa é fácil. É porque esse tipo de musica embala esse filme que tem tudo para ser de época, mas tem elementos bem modernos ( como os cabelos) e alguns toques de guitarra agitando os cavaleiros de armadura! Confesso que sou amante do estilo clássico de filmes de época. Não que eu seja ingênuo o bastante para achar que eles são muito verossímeis. Mas porque parece que eles dão uma “sensação” maior desses espaços temporais. Até porque, mesmo que as roupas, as locações ou até mesmo se tirassem a maquiagem e colocassem elementos mais reais na parte visual. Ainda assim, as falas, o modo de agir das pessoas, assim como a atuação dos atores. Nunca seria como no original.
Afinal, quando queremos recriar o presente, os elementos parecem irreais não parecem. Muitas vezes, embora nos acostumemos com isso, os diálogos são de certa forma fantasiosos e as atuação certamente muito exageradas. O verdadeiro é mais sutil, menos perceptível e mesmo assim mais forte. Uma sensação de ódio, de felicidade ou de cólera não precisa ter tantos movimentos dos olhos, e boca. Escondido diante de um rosto impassível, é que se guardam as maiores convulsões de pensamentos e emoções. Turbilhões de sentimentos, e uma agitação de mente tão grande que o próprio corpo parece que não vai resistir, mesmo que o exterior pouco demonstre. Ou pelo menos, mostre apenas um sorriso breve, um movimento ocular ou um tremor nas mãos. Imagine quando falamos do passado, de épocas de nunca vimos, de culturas que deduzimos de pálidos reflexos que conseguimos absorver do passado. Um filme de época sempre será bastante moderno no sentido da palavra, mas, voltando a esse filme, ele consegue ser mais moderno ainda!
E isso é bom, bom pelo menos se você não esperar muito dele. Assistir tranqüilamente, para se divertir. É bem animado, a musica contemporânea te envolve, e vai parecer que se não houveram amplificadores naquele tempo, bem, DEVERIA ter!
As atuações são boas, assim como a parte visual também. Eu sempre fico meio contrariado por ver grandes produções, gastas com temas levianos mas, não é a vida ela própria leviana também?


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Os 13 Dias Que Abalaram O Mundo


Voltando muito no tempo, quando os dias eram menores e as horas costumavam se resumir as do dia. Quando o tempo costumava ser pequeno a noite e eu era apenas um menino buscando entender as coisas da vida, me lembro que vi esse filme. Foi a primeira vez que eu me lembro de ter visto um filme, depois de 2 horas da manhã, sem piscar os olhos ... Não é para menos esse filme é simplesmente, emocionante!

Cada minuto de filme parece ser de uma tensão que você sente em cada parte do seu corpo, sua espinha fica o tempo todo ligada e seus olhos parecem que querem entrar na tela. Porque? Não porque certamente o filme é dotado de uma ação sem par. Nem porque as sequencias sejam tão rápidas e cheias de reviravoltas que seu cérebro fique tentando entender a trama, enquanto você procura não se distrair. E sim porque, o filme se passa durante a crise dos misseis. Época que talvez, se tivesse um desfecho diferente você talvez não teria existido. 

Na verdade, época que, se houvessem chegado a outro desfecho. Talvez, todo o mundo fosse completamente diferente. Se é que a humanidade teria continuado a existir da forma que conhecemos hoje.

Com o advento da bomba atômica, a industria bélica atingiu um nível que não deveria ser testado. E todos hoje tememos a guerra justamente pelas suas incríveis devastações. Foi justamente na época logo depois do advento desta que começou a guerra fria, e o que se passa nesse filme, foi o incidente que poderia ter a tranformado em uma guerra "quente". Pode-se imaginar o que poderia ter ocorrido.

Mesmo assim o filme poderia ter saido ruim. O que não acontece, a produção deste conseguiu passar todo esse clima de tensão. A única coisa que eu poderia reclamar do filme, seria que ele é "por demais emocionante".

Bom filme, e boa sorte se assistirem ele se não tiverem tempo de ver até o final. Seus posteriores compromissos poderão ser adiados... 
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As Duas Faces de um Crime


É dificil pensar sobre o que as pessoas poderiam fazer ... Até que ponto pode chegar a vontade de uma pessoa, ou até que ponto podem as suas perdas e humilhações criarem uma pessoa que não conhece limites? Quando estas perguntas se juntam a cena de um crime, temos todo o tipo de teorias e possibilidades que poderiam se criar neste cenário. Como fica a cabeça de um observador ... ? como fica a mente perspicas de um agente da lei ? E como, fica a situação da pessoa que deveria defender aquele que foi o suposto agente desse ato?

A princípio o advogado não deveria julgar, até porque ele é justamente o agente que deveria ajudar ao "juiz" ou "juizes" a fazer esse julgamento ... Mas, não é verdade que todos fazemos julgamentos? Não é verdade que todos nós somos "feitos" para que diversas formas de julgamentos sejam criadas o tempo todo ? Então como impedir que esse agente "pense", ou mesmo "julgue"?

O problema vem de que ... A partir do momento que esse agente está julgando, ele está impedindo a justiça. Porquê? Porque justamente ele está bloqueando um mecanismo do julgamento, a defesa. Parte essa que deveria auxiliar a quem julga, "julgar". E portanto impedindo a justiça.
Richard Gere é um homem neste meio, é um advogado. Que procura por opção, defender aquele que interessa, ignorando o que sua mente possa dizer neste julgamento. Dessa forma, aparentemente, ele está fazendo o mais justo. E justamente por isso, ele é critícado.

Esse filme, eu creio, é fundamentalmente baseado nesse preceito. Devem os agentes da lei, sejam eles policiais, advogados ou promotores fazerem seus próprios julgamentos? Devem eles permitirem, se esses aparecerem de qualquer jeito, que isso influa na sua tarefa ? Seja esta proteger, defender ou acusar? São esses limites que permeiam essa incrível película, cheia de reviravoltas de emoção.
É um excelente filme que nos prende a cada momento e nos faz repensar como que a justiça é feita. Como a mente de um criminoso funciona, e com isso como o mundo e a nossa própria mente funciona também.

Como sempre, não falei muito do filme, porque acredito que este deva ser percebido com a mínima intervenção mas ... acredito que possa-se instigar o espectador a olhar mais de uma parte desta, ou no mínimo, mais profundamente.
Espero os comentários, obrigado por ter lido essa "crítica".
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Carl Almenräder


Agora inaugurando as matérias que deveriam sair toda a semana, sempre as quintas. Falaremos de um compositor, mais conhecido pelos músicos de fagote. (Para quem não conhece, um instrumento que é sempre utilizado em orquestras, está no banner da matéria e quem se interessar para aprender mais tem um link aqui .)Foi um dos criadores, ou pelo menos aperfeiçoadores deste, e mesmo sendo versátil musicista ainda deixou sua marca em composições.

Karl (ou Carl) Almenrader é alemão, nasceu em 1786 portanto vivendo na realidade no século 19. começou sua carreira em 1812, tocando o fagote em Frankfurt, depois em Mainz. Láele ocmeçou a aaprender sobre confecção de instrumentos e depois de um certo tempo com a ajuda das recentes pesquisas acústicas de Gottfried Weber começou a aperfeiçoar seu instrumento.
Em 1823 escreveu um tratado demonstrando como mudando a ordem das chaves poderia-se obter sensíveis melhorias no instrumento. Esse tratado se chamou "Tratado na melhoria do Fagote, incluindo duas tabelas". Mas é especialmente lembrado pela suas inovações nas chaves deste instrumento. 
Abriu uma empresa com Johann Adam Heckel, onde ficou firmado a escola de fagote alemã e que existe até hoje.

Uma de suas composições pode ser apreciada nessa página.

Foi bem difícil escrever essa matéria, porque as fontes sobre a vida desse compositor são muito difíceis mas aqui está uma lista do que eu consultei:

http://www.bassoonresource.org/timeline6.htm


http://en.wikipedia.org/wiki/Carl_Almenr%C3%A4der

http://en.wikipedia.org/wiki/Johann_Adam_Heckel

http://en.wikipedia.org/wiki/Gottfried_Weber

http://www.libraries.iub.edu/index.php?pageId=3837
(Para o nome do tratado.)

Bibliografia escrita: (Como se pode ver, nenhuma especificamente sobre ele, possivelmente existe algo em alemão.)

Hector Berlioz: Awkward Trills in the Symphonie Fantastique and his Treatise.
Por : Matt Holman (pag. 13)

The evolution of bassoon and it's impact upon solo repertorie and performance.
Por: Emily Clare Stone (pag. 30)
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Além da Floresta de Sherwood


Já é um pouco tarde da noite, e nesta fase de fazer um banco de dados de críticas aqui para poder inaugurar de verdade o site, me prontifiquei a fazer pelo menos uma crítica por dia, além de fazer um especial (pelo menos as terças e quintas) de artistas e compositores que gostaria de ajudar a popularizar.

A proposta desse site é justamente essa, ajudar a trazer material sobre filmes livros e arte em geral, mesmo que seja difícil juntar um material de qualidade rapidamente. jsutamente por essa questão de tempo que eu tenho preferido fazer críticas de filmes, a de livros porque estes por demorarem muito tempo para se ler etc. Acredito que sejam melhores se acompanhados logo de uma crítica especifica e mais aprofundada. 

Entao, comecei a falar disso porque esse filme do qual falarei agora não é tão especial assim. Porém não deixa de ser interessante ... 
Você gosta da história de Robin Hood? Cresceu encantado pelos feitos do arqueiro infálivel e da doce Lady Marian, então ... Como seria essa história com ... Dragões?!?

Além da floresta de sherwood é uma filmagem que tenta trazer alguns elementos diferentes para essa história. E se vocês o verem apenas como uma releitura, ou uma brincadeira com a história original. Sem muitas espectativa, tenho certeza que poderão se divertir com esse filme. É interessante, simples e tem o básico para passar o tempo. Se não o ver com uma pré disposição a não gostá-lo, certamente poderão apreciar essa película.

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Rapsódia em Agosto


Eu escrevi essa "crítica" aqui, muito antes de ter a idéia para esse site. E é interessante, que foi a minha primeira "crítica" de um filme japonês. Portanto, ficaram os comentários que eu fiz na época, a respeito de suas diferenças com o cinema ocidental atual e a razão pela qual eu acredito serem tão únicos e verdadeiros os filmes feitos por essa escola japonesa.

Esta é a minha primeira dissertação sobre um filme japonês, então é interessante perceber que partimos de um ponto totalmente diferente de um filme tradicional em estilo moderno americano. Particularmente a insistência em colocar cenas em que a vida cotidiana é encenada tão naturalmente, nos leva a perceber e refletir como que o cinema naturalmente se criou e como é a sua essência. 

Pois, este não era nada mais que mais uma forma de entretenimento, para “passar o tempo” assim como o livro e a musica. Apenas uma outra forma de fazer as pessoas saírem de sua usual monotonia trazendo-a para outros lugares, e assim, não necessitava, tal como hoje de uma coesão e continuidade tão rápida e sem intervalos. Você ainda estava contando uma história, sim é claro mas, diferentemente do cinema atual você podia caprichar nas outras partes, passando mais imagens do cotidiano, enriquecendo a história com detalhes que a instantaniedade do cinema atual, não permite. Pois o espectador, tão cheio de compromissos e já acostumado com filmes “sem parada”, em que a estrutura cinematográfica cria todo um sistema que não para de o prender a atenção. Mesmo que ele não queira tanto dar aquele período de tempo para o filme, este dotado de vários artifícios, procura busca-lo mesmo assim, é difícil pensar da mesma forma com um filme japonês. Pelo menos esses que traduzem mais a escola de cinematografia do Japão. Especialmente porque estes sendo mais “parado” e descontínuos acabam por nos deixar mais atentos profundamente. Vou dar um exemplo.

Quantas vezes você já não ligou a televisão para fazer outra coisa como: comer ou arrumar a casa e, acabou apenas vendo aquele filme de ação de tirar o fôlego, deixando as outras tarefas um pouco de lado. Mas pense agora, e diga quantas vezes também você realmente teve de parar de ver algum desse tipo de filme e acabou que depois de alguns minutos já nem se lembrava direito do que estava vendo ? Sendo o cinema voltado para o imediato, acaba por sua vez passando esse tipo de sensação apenas imediatamente também, parece que, assim como alguns livros, esta acaba assim que paramos de lhes dar atenção. Exatamente nessa maneira que eu acredito que o cinema japonês se difere. A partir do momento que você deixa a película participar da sua vida, naquele tempo que decidiu por diversas razões, dar atenção para ela. Ela passa a fazer parte da sua vida também, dessa forma os personagens passam a ser mais cativantes, e o enredo continua a estar com você mesmo que você pare a projeção e faça outra tarefa. Possivelmente, perceberá estar pensando no filme, mesmo que já o tenha visto a algum tempo, assim como vai querer termina-lo se o tiver interrompido por qualquer razão. Me prolonguei nesse exemplo mas, acredito que ajuda a demonstrar uma das diferenças desse tipo de película.
Portanto, como você permite parte do seu tempo ser consumido com esse entretenimento, você acaba permitindo este dotar de seqüências menos absurdas, permitindo portanto este  traduzir uma sucessão de fatos mais real do que seria permitida de outra forma.Ou melhor ainda a incentiva, pois dessa maneira este aproxima-se mais de você mesmo. 

Então, diferente do “teatro de sucessões de diálogos” que a cinematografia atual coloca. Sem recheio, quase sem vida, você com esse tipo de película, tinha algo mais parecido com o saborear das páginas de um livro, onde você deveria se entreter com cada cena, onde você com a inicial falta de expectativas, você acaba sendo sugado pelas situações tão cotidianas, verdadeiras e comuns que não consegue se desvencilhar mais. E acaba adotando os personagens da história tão próximo de si que parece incrível que isso seja possível para um espectador tão indiferente e sem expectativas anteriormente. 

Seria mais como a vida real, como nós todos nos comportamos, mais próximo de como nossas vidas se formam. Estas não são uma simples sucessão de fatos,  que sempre leva a um fim definido. Mas muito mais que isso, é uma continuidade de cenas em que algumas histórias vão se formando, muitos sentimentos nascendo, crescendo, morrendo e principalmente se entrelaçando, cruzando uns aos outros e estas sim formando as histórias.Essas histórias não nascem de um roteiro definido, mas tem vida própria e a medida que recriamos o ambiente em que elas surgem, estas nos trazem para um ambiente que não poderíamos estar mais à vontade.
Com essas histórias que nascem quase que ao acaso, temos enfim algumas trajetórias definidas, mas cada qual como seu tempo e personalidade e fim inesperado. É por isso que o cinema japonês, depois que passamos as barreiras do desconforto pela sua natureza tão diferente da que estamos acostumados aqui no ocidente, nos trás a natureza mágica pela qual ficamos encantados se deixamos esses nos tomarem.

Esse filme fala muito sobre o encontro de duas nações especialmente do entendimento de toda uma geração que antes lutava em uma luta de sangue. Acredito que ele se baseia em coisas mais indefinidas do que a obviedade de um encontro entre Estados Unidos e japão. Se baseia em saber perdoar e entetender as diferenças, fala sobre perceber que as pessoas são diferentes das suas nações e que especialmente os preconceitos são coisas em que devemos ter cuidado em não se apoiar. Especialmente na velhice quando todas as coisas parecem já ter significado certo, e nos acostumamos a não querer aprender mais...
É da suave questão de gerações, pais, filhos e avós. Passado e futuro, e o cotidiano. Como aparentemente esse tipo de filme japonês sempre procura mostrar.
Este já foi suficientemente clamado pelo público e crítica para que se precise fazer algum apelo para que se assista. Mas mesmo assim, indico para que se veja com a mente aberta, e a inteligência atenta para o comum assim como os detalhes, que são igualmente importantes. Assim como, igualmente interessantes.
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George Henry Durrie


A partir dessa semana, toda a terça feira estarei realizando uma "crítica", na verdade falar sobre, de um artista diferente. A idéia é que sejam sempre pintores, e que seja falado um pouco sobre a sua obra, vida e detalhes e informações sobre como saber mais, descobrir as obras ou adquirir bibliografia sobre o assunto.

Sempre fico impressionado como aqueles blocos de vidro, que tem um certo liquido dentro assim como algumas particulas que imitam neve, tem um efeito tão bonito. É incrível pensar em toda aquela magia, que o inverno proporciona, suas arvores secas tentando sobreviver ao frio, estas contrastando com a brancura limpa dos flocos de neve acumulados em todos os espaços possíveis. A paisagem alva sendo criada a cada minuto, pois a continuidade do espetáculo o recria a cada momento. É claro que estou falando de um lugar onde a neve não cai nunca. 

Certamente romantisado pela idéia de como esse fenômeno é passado para nós. Porém, assim como um entardecer em uma praia tropical, com seus vermelhos vacilantes e doces laranjas é um espetáculo sempre a ser admirado, mesmo que muitas vezes passemos o dia e nem olhemos, dada a presença constante deste. Ainda assim continua belo, da mesma forma acredito que o espetáculo alvo, das regiões extremas do mundo seja ao norte, sul ou céu, seja igualmente bela todas as vezes que o passa. Mesmo que o cotidiano tenda a acinzentar todas as outras cores com sua continuidade monótona.

George ficou famoso justamente por retratar esses fenômenos. Embora tenha sido a príncipio auto-didata e no começo de sua carreira tendeu a fazer principalmente retratos. Com o tempo passou a ser conhecido pelas suas cenas do campo e paisagens, especialmente de inverno, os quais recriara com uma expressão única.
Essas pinturas na verdade passaram a ser famosas com a sua publicação como litogravuras por Currier and Ives. Durrie passou o início de sua carreira como pintor itinerante, onde pode pintar muito da vida rural da Nova Inglaterra após essa época, casou-se estabelecendo-se em New Haven.

Como a venda de quadros, e retratos não era suficiente para se sustentar, George aumentava sua renda fazendo outros trabalhos de pintura, como alterações de retratos e até mesmo pinturas de decorações de janelas.

Aos poucos foi sendo reconhecido, mas como foi dito apenas quando suas pinturas foram publicadas por Currier and Ives, que passou a ser realmente conhecido. Foi também esta, que permitiu que fosse conhecido depois de sua morte em 1863. Ele também era reconhecido por pintar paisagens diferentes do que era normalmente criado pela então contemporânea escola do Rio Hudson ( Hudson River School).

É um pintor muito bonito, com um toque especial. Por isso foi escolhido como o primeiro pintor a ser comentado aqui no Colecionado(res) de Almas.









Dois lugares onde achei informação muito interessante sobre Durrie foram:
Biografia :
http://www.questroyalfineart.com/artist/george-henry-durrie (Em Inglês)
Pinturas: (Tem muitas pinturas, e o inglês não faz diferença!)
http://www.museumsyndicate.com/artist.php?artist=539
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O Invasor de Mentes


De tantos filme que atualmente povoam as prateleiras das lojas e locadoras. (Se é que alguém ainda vai na locadora), sem falar nos mercados negros de rua e internet, é difícil se achar filmes realmente diferentes. Especialmente com enredos inovadores. Bem, esse filme não é ‘muito’ diferente ou inovador, mas certamente traz elementos muito interessantes. Em uma forma que está dando cada vez mais certo, especialmente depois de ter se consagrado com a trilogia Matrix. Em universo futurista, (mas não muito), a maníaca perseverança dos mercados de venda, sempre tentando empurrar seus produtos para seus consumidores, dessa vez tenta conseguir mais um espaço para dentro do consumidor, atingir as suas mentes!

Eu não costumo falar nada sobre o enredo dos filmes, mas como essa parte é apresentada nos primeiros 10 segundos de exibição não me importei em falar e, além disso, gostaria de dizer que achei a premissa do roteiro completamente sem relação com a realidade. A idéia de controlar as mentes das pessoas, Para que Elas Possam Comprar os Seus Produtos me parece completamente irreal, principalmente... Porque existiriam então coisas muito melhores para se fazer do que manipular as vendas assim...

Confesso que fiquei muito animado com esse filme. Mas na hora de escrever essa resenha ( que foi alguns meses antes de publicá-la aqui no site), eu descobri. Na hora de buscar alguns dados para incrementá-la, que o filme na realidade foi um daqueles filmes criados diretamente para DVD, e que teve uma recepção não muito boa... Acredito que possam existir duas razões para isso, o filme não ser bom... (Nesse caso eu teria visto os elementos dele, com outros olhos... Assim como um crítico entusiasmado, vê criativas alusões em um poema medíocre, de um poeta medíocre) ou então, como imagino que possa ser, as pessoas não o viram da maneira certa. Vi os elementos que fazem ligações com o mundo dos jogos, e do universo cibernético não como uma paródia, ou um elemento mal desenhado do roteiro. Mas como uma situação interessante, que realmente poderia acontecer mostrando que os mundos de fantasia e realidade não são tão diferentes assim. Pode estar um pouco confusa essa parte, mas assim que virem o filme poderão entender do que eu estou falando.

De qualquer forma, devemos ver o filme do jeito que ele é. Tentando enxergar o está sendo mostrado para você, e sem se importar “como” ele foi mostrado, e em que circunstâncias ele foi lançado ou feito. O que te levaria a subestimar pequenas produções de ante-mão e super-estimar produções megalomaníacas só porque foram geradas em um grande projeto publicitário.
Ainda não é assim que as coisas funcionam, o que nos faz sermos levado, muitas vezes, pelas circunstâncias em que os filmes são apresentados. Por isso, dada a chance que damos a essas super produções. Acabamos aceitando muitos filmes que não gostamos de início, simplesmente porque buscamos ver o que há de bom nele. Por exemplo, na situação onde falaríamos: “Ah, falaram tão bem desse filme, este deve ser bom! Deixa-me ver ele outra vez. E dar outra chance para ele...”. Por outro lado, muitos outros bons filmes, simplesmente descartamos porque achamos que não vão ser bons. E mesmo que o assistirmos, o fazemos já com uma atitude pessimista, vendo todos os defeitos e o ridicularizando. Agora pare para pensar, e me diga. Quantos filmes que você considera bons de verdade, não poderiam ser vistos de outra forma apenas o vendo sob essa outra atitude? Achando de antemão que este não é bom, ridicularizando cada detalhe, e o vendo sem a menor paciência para tentar entendê-lo e compreendê-lo.

O filme é basicamente um filme de ação, aonde os leitores acostumados a ver esse tipo de filme. Futurista, com indivíduos não aceitando a realidade onde vivem e tentando combater o que os oprime ou acreditam ser errado. Vão perceber muitos elementos que estão familiarizados nesta película. Apenas indico que prestem atenção em algumas cenas, normalmente de ação, onde percebe-se elementos típicos de jogos de videogame. Com certeza algumas pessoas vão achar essas cenas estranhas, ou de caráter apelativo aonde se tenta conquista o público que gosta desse tipo de jogos. Mas achei muito interessante, exatamente pelo fato de você poder se imaginar em uma situação como aquela. Em que muitas vezes vemos os personagens dos jogos passar. Seria como esses personagens vissem, justamente o que “nós”, os jogadores vendo, tendo que interagir justamente com os elementos que os jogadores tem para se situar e agir.
Antes de ser um declive, vi essa parte como o ponto alto do filme, como um elemento bem inovador.

Recomendo, e indico que vejam também “apesar” do fato de ter sido um filme de “baixo orçamento”. Com isso se quer dizer que teve o orçamento de “apenas” 5 milhões de dólares. O que, tirando grandes produções como “Tropa de Elite” é mais que o normal para um filme de cinema do Brasil.É muito bem feito, vale a pena dar uma olhada.

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Sendo um filme direto pra DVD é difícil achar reviews dele, mas eu achei um bem legal aqui :
http://www.cyberpunkreview.com/movie/decade/2000-2009/hardwired-2/ (Em Inglês)
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